
sexta-feira, 1 de janeiro de 2010
O tempo e as jabuticabas

segunda-feira, 21 de setembro de 2009
Doutores Cidadãos - Resgate dos valores humanistícos
Os doutores palhaços realizam o trabalho de resgatar os valores humanos dentro do ambiente hospitalar, ajudando a equipe e os pacientes. Conheça um pouco mais sobre esse trabalho
Para falar sobre esse trabalho o Palanque de Ideias entrevistou um dos fundadores do grupo dos Doutores Cidadãos, Roberto Ravagnari, conhecido também como Dr. Ispaguetti, para falar da importância desse trabalho nos hospitais.
Palanque – Como surgiu o trabalho dos Doutores Cidadãos?
Dr. Ispaguetti – Surgiu através da inspiração do trabalho realizado por outro doutor, o conhecido Dr. Patch Adamns. A partir do contato com a realidade desse profissional, me senti imbuido de entusiasmo, e resolvi criar o primeiro personagem, chamado Dr. Ispaguetti Saracura. Daí em diante seguiram dois anos e meio, com o Dr. Ispaguetti visitando sozinho o Hospital Estadual Brigadeiro, na capital de São Paulo. Aos poucos houve a repercussão do trabalho voluntário no hospital, fato que gerou a expansão do grupo, tanto em número de voluntários quanto em número de hospitais e pacientes atendidos. No final de 2002, a primeira turma de voluntários começou a ser treinada para integrarem os Doutores Cidadãos.
Palanque – Qual a diferença do trabalho realizado pelos Doutores Cidadãos e outros grupos que realizam esse tipo de trabalho nos hospitais?
Dr. Ispaguetti – A principal diferença está na escolha do público, que não são apenas as crianças, mas os adultos. Muita gente pergunta: Afinal, adulto gosta de palhaço? A resposta é percebida na interação com cada ser humano que precisa apenas de atenção e carinho. Outra diferença é que o grupo é formado essencialmente por voluntários e não atores.
Palanque – Quais os métodos usados pelo grupo?
Dr. Ispaguetti – O primeiro passo é a caracterização que permite ao voluntário quebrar possíveis barreiras entre os seres humanos. O segundo é aprender a utilizar o lúdico para ganhar a confiança das pessoas a quem é direcionada a atuação. Levando não só piadas, balões ou mágicas, mas a vontade de ouvir a história de quem está ali e poder mostrar de forma indireta que para tudo existe solução. O conceito de humanização hospitalar seguido pelos Doutores Cidadãos assemelha-se com o trabalho do Dr. Hunter Patch Adams, que teve a sua obra mundialmente conhecida quando levada às telas do cinema.
Palanque – Quem pode participar dessa iniciativa?
Dr. Ispaguetti – Qualquer pessoa a partir de 17 anos, que tenha o interesse e disponibilidade para desenvolver um trabalho voluntário e que queira aplicar doses de energia positiva no ambiente hospitalar.
Palanque – Qual a importância desse trabalho na recuperação dos pacientes?
Dr. Ispaguetti – É praticamente impossível mensurar o quão bem faz este ou qualquer outro tipo de atividade de arte e terapia para as pessoas, pacientes ou não. Mas é possível afirmar com absoluta certeza que qualquer trabalho que venha deixar a pessoa mais tranquila, mais autoconfiante, a torna mais receptiva aos tratamentos aplicados e aos procedimentos indicados.
Palanque – Como é o relacionamento e a interação do grupo e a equipe do hospital?
Dr. Ispaguetti – Como o profissional de saúde é um dos nossos focos de atendimento, nos preocupamos em atendê-los da melhor forma. Para isso procuramos entender cada vez mais suas angústias, necessidades e aflições, para que nosso atendimento tenha a maior eficiência possível. Creio que o resultado tem se mostrado extremamente positivo, pois hoje não estranhamos mais um pedido de visita deixado pelo enfermeiro ou médico, e não nos surpreende quando somos cobrados por uma ausência eventual pelos profissionais. Hoje na maioria dos casos temos um relacionamento extremamente saudável com esses “loucos” adoráveis que são os profissionais de saúde.
Palanque – Qual uma situação que marcou sua participação nesse trabalho?
Dr. Ispaguetti – Creio que a situação que mais nos marcou foi a de um paciente, José Domingos, que foi atendido pelo Dr. Ispaguetti (Roberto Ravagnani) por mais de dois anos e logo depois também pelo Doutor Raviolli (Felipe Mello). José sempre dizia em nossas visitas que um dia ficaria curado da leucemia e faria este trabalho conosco. E assim a profecia se tornou realidade, ficou bom, participou de nosso treinamento e começou a atuar, se interessou tanto pelo trabalho que logo se tornou monitor de novos voluntários. Mas um dia a doença voltou, depois de um ano e meio de sua recuperação e em pouco tempo, mais precisamente três meses, a doença o levou embora. Se a história tivesse seu fim aqui, já teria valido a pena todo o trabalho que realizamos, mas qual não foi nossa surpresa quando em um dos processos seletivos para novos voluntários a irmã do José Domingos estava lá. Hoje sua irmã é uma Doutora Cidadã e já traz outras gerações para conhecer e participar do trabalho que seu irmão conheceu, valorizou e nos mostrou a importância dele para quem precisa de uma palavra amiga.
Palanque – Ser um Doutor Cidadão é...
Dr. Ispaguetti – Ter a disposição para ser gentil em um mundo hostil, buscar alegria em um mundo que só vê tristeza e tentar transformar o hospital em um lugar de saúde e não de doenças.
quarta-feira, 16 de setembro de 2009
Lady Gaga protesta por causa GLSBT

Quem não conhece ou nunca ouviu falar em Lady Gaga? Um dos novos ícones do Pop e da indústria do entretenimento que surgiu como revelação no último ano. A produtora que se tornou uma diva veio com a proposta para resgatar e reconstruir o Pop, e surgiu com um visual que transita entre o moderno, o kitsch e o bizarro. É notável que a moça adora ser excêntrica, podendo ser encarada com uma mistura de Cher com Bjork.
Além do visual, a jovem cantora mostrou em seu primeiro álbum, músicas contagiantes que entraram para as principais paradas, com músicas como, “Poker Face” e “Paparazzi”, e, sem dúvida, clipes performáticos e bem dirigidos. E toda essa atitude, trabalho e talento renderam à cantora o prêmio de artista revelação do MTV Music Awards 2009, realizado no último dia 13 de setembro, em Nova Iorque.
Lady Gaga, assim como outras estrelas, apresentou-se com a proposta de inovar, fez a performance da música “Paparazzi” com um visual exótico. Mas o grande momento da noite foi quando a cantora foi chamada ao palco pelo cantor Eminem para receber o prêmio de artista revelação de 2009.
Ela ascendeu ao palco com um figurino vermelho, um chapéu que se assemelhava a torres, chamas, ou qualquer outra coisa que fosse possível a leitura e o rosto coberto. Ela agradeceu: “Este é o meu primeiro astronauta de prata e eu queria agradecer minha família, meus fãs. Vocês são os melhores fãs do mundo. Isso aqui é para os gays, amo vocês.”
Na sequência, fez um sucinto protesto a favor da causa GLSBT, Gaga pediu ao Eminem – diga-se de passagem, assustadíssimo – que segurasse seu chapéu e na sequência ela arrancou a mascará que cobria seu rosto e esbravejou: Temos quer ser assim, desmascarar e viver! (subtexto) E desceu do palco em meio ao frenesi da plateia e feição inesperada do rapper.
Mas por que isso foi um discreto protesto? Vocês lembram que o cantor Eminem é um dos homofóbicos mais famosos. Pois é, nada mais pertinente do que manifestar-se diante do rapper. Podemos até nos questionar se o protesto foi fake – como toda produção norte-americana – mas, em verdade, seu simbolismo foi muito forte. Gostei do posicionamento da artista e por isso achei pertinente comentar o fato.
Creio que essa postura vale não apenas para a classe GLSBT, mas sim para todos os oprimidos, os que sofrem de discriminação, seja ela racial, socioeconômica, religiosa, ou qualquer situação que desrespeite o ser humano em suas particularidades. Uma atitude que, sem dúvida, deve servir de exemplo a todos nós!
Silas Macedo
quinta-feira, 10 de setembro de 2009
Pluralidade na rede: Do Pop ao Erudito
Estes dias, estava eu, navegando pela internet, buscando novidades, entretenimento, e vendo alguns clipes que gosto. Entre eles, me deparei com uma releitura da música “Celebration” da Madonna. Quem poderia imaginar, ouvir músicas da rainha do Pop com um solo de piano e um cantor lírico. Pois é...
Assim como outras releituras da internet – como o grupo Boyce Avenue que ficou conhecido por transformar músicas pop’s em baladas acústicas – acredito que esse jovem afinado, além de fazer uma homenagem a cantora, de quebra, divulga seu talento.
Gostei muito do vídeo, por isso, estou postando. Estou pesquisando informações sobre o jovem artista, assim que conseguir informações, divulgo.
Viva a pluralidade cultural e as portas abertas pela internet.
Silas Macedo
sexta-feira, 4 de setembro de 2009
A Linha estreia no Teatro Bibi Ferreira

Ingresso: R$ 40,00 (Desconto de 50% para estudantes e idosos)
terça-feira, 1 de setembro de 2009
Madonna lança álbum “Celebration”

A cantora Madonna lançou nesta terça-feira (01), o clipe de um remix da música “Celebration”. O vídeo foi dirigido por Jonas Akerlund, já está na web, e conta com a participação da filha mais velha da rainha do pop, Lourdes Maria, além do atual namorado, o modelo brasileiro Jesus Luz.
A gravadora Warner divulgou a relação de 36 músicas da nova coletânea da artista, que tem lançamento previsto para 21 de setembro. Entre os sucessos, o disco terá músicas como “4 Minutes”, “Material Girl” e “Hung Up”. Além disso, duas novas faixas completarão a compilação: “Revolver”, com participação de Lil Wayne, e “Celebration”.
No dia 26, será lançado também o DVD “Celebration: The Video Collection”, com os principais clipes da diva, além do recém-lançado clipe de “Celebration”, e cenas inéditas de “Justify My Love”.
Atualmente, Madonna viaja pela Europa com a turnê “Sticky & Sweet”.
Silas Macedo
quinta-feira, 27 de agosto de 2009
Estreia em Guarulhos o espetáculo “A Question of Honor”
O Centro Municipal de Educação Adamastor foi palco da primeira apresentação no Brasil, de um grande musical na voz de um contratenor (mais aguda entre as masculinas, voz de cristal, pura, limpa). A estreia de “A Question of Honor”, de Dannilu e Orquestra, esteve em cartaz nos dias 25 e 26 de agosto.
Foi um grande show, produzido por Thiago de Santana, com direito a um cenário de Nelson Vieira, que por meio de pesquisas reproduziu o clima da Europa do século XVIII com elementos góticos digno de um grande épico, confeccionado com material reciclável e muita criatividade. O clima pitoresco envolvia toda a composição e, dessa forma, prendeu a atenção do público.
Os 31 músicos do Conservatório Municipal de Guarulhos, sob regência do maestro Marcelo Mendonça, integraram o cenário, realizaram uma performance excelente e contribuíram com o arrebatamento das almas presentes naquela sala.
Para unir todos esses elementos, a figura fundamental do ator e cantor lírico, excelente intérprete, Dannilu extasiou a todos. Trata-se de um artista completo, com uma presença de palco fascinante e, muito carismático. Sua voz de contratenor causou arrepios, era possível sentir todas as emoções transmitidas por meio das músicas.
A energia e talento de Dannilu conquistaram a todos, foi ovacionado várias vezes. O magnífico desempenho do contratenor agradou ao público que era formado por pessoas de todas as idades, inclusive crianças e adolescentes. Dannilu desceu do palco e interagiu com o público, que ia à loucura com todo seu entusiasmo.
O artista que estava excursionando pela Europa, estreou o espetáculo “A Question of Honor” em Guarulhos e atraiu mais de mil pessoas nos seus dois dias de apresentação.
Dannilu tem influências musicais de Sarah Brightman, Kate Bush, Edson Cordeiro, Dalva de Oliveira, entre outros. No repertório foi possível prestigiar clássicos como “O Fantasma da Ópera”, “Ave Maria”, “Frozen” e muitas outras composições.
O musical teve 120 minutos de duração, dividido em três atos. No primeiro ato, Dannilu representa o lado “branco do elfo” com uma apresentação mais serena, já no segundo, surge o lado “negro” com uma sonoridade mais carregada, porém, muito bem selecionada. E para finalizar, o terceiro ato é a junção das duas vertentes, simplesmente grandioso.
Estas foram as únicas apresentações do espetáculo, ainda não há previsão para próximas.
Keyla Santos
terça-feira, 25 de agosto de 2009
Pérolas da cultura brasileira...
Pare o mundo, eu quero descer! Hoje estava trabalhando na produção de textos na agência onde trabalho, quando surgiu a pauta sobre o novo hit musical de Dado Dolabella, o “cantor talentoso” que venceu o reality show da Rede Record, “A Fazenda”. Em princípio, o assunto não me chamou atenção, mas, percebi que as pessoas comentavam empolgadas sobre o novo sucesso de Dolabella, a música Rolex. Muitos comentários sobre a letra, os arranjos, a voz do rapaz, a divulgação da música no programa “A Fazenda”.
Fiquei intrigado e super curioso para ouvir a música. Pensei: Como as coisas mudam, de onde menos esperamos surgem grandes talentos... Na sequência, ouvi um trecho da música no computador do meu colega de trabalho e, definitivamente, não gostei do que ouvi. Talvez fosse uma grande piada. Mas, me surpreendi, alguns defendiam com veemência o “talentoso cantor”, e outros discutiam como nós brasileiros estamos acostumados a gostar e consumir porcarias produzidas para entorpecer a massa.
Concordo que não podemos ir para a balada e ouvir Chico Buarque, Maria Betânia e Cia, e, muito menos, música erudita. Mas, sinceramente, há limites pra tudo... Fiquei tão intrigado com a situação que busquei ler e tentar compreender o conteúdo da composição. Conteúdo? (deixa pra lá) A música cantada por Dado foi composta por Eduardo Lucas – alguém que realmente não consegui obter muita informação.
Na verdade, após ler a música, me questionei se estaríamos diante de um gênio ou de alguém que vive entre a Cannabis Sativa e o Lexotan. E mais, entender, gostar e apreciar a tal música, seria uma virtude para poucos, ou mais uma vez, algo sem conteúdo consumido pela turba que vive de ópio? Enfim...
Leiam a letra e tirem suas conclusões.
Silas Macedo
Rolex
Por cima da ponte como pássaros
Cruzando florestas, rios e vales sombrios
Com poderes mágicos eu vou transformar
Você e eu nesse lugar podemos ser o que quiser
Com suas lágrimas pinto uma árvore
De chocolate grande até o céu para subir
Do último andar faço uma casa pra mim
E vejo as nuvens chegarem da janela pra conversar
Papai quero fazer um sol seu grande Rolex
Pra poder ver o dia mais claro, relax
Quero fazer um sol seu grande Rolex
Pra poder ver o dia mais claro, relax
Sexagenários dançam neste lugar
E sons imaginários tocam neste lugar
Danço um galope, um outro toque, ou rock
E a condução, é ter ação, ou não... na imaginação
A lua nós conta histórias pra dormir
E os coroinhas no altar não têm o que pedir
Os bichos de par em par ensaiam quadrilha
Até o saci e uma velhinha brincam juntos de amarelinha
Porque ninguém lá tem uma idade
As pessoas só nascem, todos nascem e só nascem...
Duendes e fadas organizam um baile
Não existe cansaço e dormem só pelo prazer de sonhar
Papai quero fazer um sol seu grande Rolex
Pra poder ver o dia mais claro, relax
Quero fazer um sol seu grande Rolex
Pra poder ver o dia mais claro, relax